quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O Chamado da Pátria

300 a 400 pessoas. Não pude contar. Sol forte. A bandeira estava trêmula a nossa espera.
Começamos o alinhamento, aí sim, umas 100 pessoas em cada fila.
O instrutor começou a falar de como era as posições(só me lembrava a de sentido). E ele falava como se fosse um pastor à suas ovelhas. Estávamos no domínio dele e dos outros militares.
O serviço militar obrigatório: a diversão de muitos soldados em nós. Pobres mortais.
No meio do juramento a bandeira, com o braço direito esticado, o pastor não gostou da atitude de , segundo ele , um cabeludo na multidão e pediu para nós repetirmos o "exercício". A força da gravidade, contra nossos braços bem desacostumados, foi tensa. Mas não tanto quanto o comentário do "milico" ao nosso lado:
- Se não tiver força no braço, não come buceta!
Eu queria rir, muito. E claro, responder também:
- Nem a farda meu caro!- Melhor não, estava em sua "casa". Iria sair perdendo.
Na hora da despendida lembrei da frase de meu pai:
- A pátria o chama, mas não o protege. Mas você a protege.
Nada contra minha pátria, mas a protegerei de outro modo. Do modo o qual o exército não me aceitou, e alguma décadas atrás aboliu, a filosofia. Essa sim me chama...

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