segunda-feira, 9 de agosto de 2010

MUDANÇA

Mudei para o tumblr.

Eu que quis.

Aparece lá
;D

http://systemofadaum.tumblr.com/


que criatividade né? '-'

terça-feira, 20 de abril de 2010

Shot Nice!

1 - The Girl. 29 de Outubro.

-Porra! O que fazem aqui? - Perguntei com a voz alta. Aposto que todos ouviram. Até meu irmão que esta dormindo no quarto dele.
Fui pegar o controle do portão, pois, parece me que meus "colegas" chegaram querendo satisfações.
Chegaram em uma BMW vermelha (cor horrível), 4 caras. Além de fazerem o maior barulho, gritavam:
- Anna, venha para cá bater um papo com seus chefes! Não vamos machucá-la.
"Chefes? Algo está errado".
Juro para vocês, queria que meu irmão acorda-se, pois ele me defenderia muito bem.
Peguei o controle, as chaves, a faca (segurança primeiro) e corri até o portão. O nojento do Kenny me avistou:
- Então "belezura". Não sei no "o quê" você acredita, mas estamos aqui para fazer você pagar por todos seus pecados.
- Diga logo o que querem. Eu sei muito bem o que vocês pretendem quando usam essas roupas e dirigem essa "coisa" (a BMW).
Além do carro vermelho (eca) usavam uma camiseta vermelha(eca²) escrita na frente "TÊ CHERTI", que mostrava o quanto precisavam fazer inglês, e por cima uma jaqueta preta de couro. Além dos três possuírem os mesmos óculos e penteados "playboy". Kenny não estava de óculos e nem com o cabelo com gel. Só possuia a mesma cara de safado que sempre teve.
- Que isso An'na. Sabe que estamos no nosso horário de trabalho. E não quer dizer que viemos aqui fazê-lo. Agora, abra esse portão e chegue mais perto...
Só me aproximei e disse:
- Saia daqui já. Isso é sim uma ameaça...
Ele tentou me agarrar mas desviei.
Como um leão enjaulado ele perdeu a paciência e os seus homens já estavam a postos.
- Você não me deixa escolha moça. - Disse ele tirando um controle de detonação do bolso - Isso aqui é para provar que nada nos para! - E apertou.
Foi um estouro grande até, para poucos explosivos, todos colocados no motor elétrico do portão. Sem ele era fácil para uma criança de 4 anos abrir o portão e assim eles fizeram. Partiram direto para cima de mim dois de seus capangas. Will e Teddy. Duas pessoas com experiência em lutas. Até conseguir durar 3 minutos, pois ele são rápidos. Não pude puxar a faca e já estava imobilizada.
- Putos! Irão se arrepender...- Disse enquanto tentava fugir da "gravata".
- E quem irá te salvar menine? A delegacia fica bem longe! Nunca irão ouvir o estrondo. E nem seus gritos.
- MAS EU OUVI!
Essa voz me era familiar. Apesar de a voz aparecer um pouco rouca era meu irmão Thaymian. O bom foi que ele já estava apontando a sua Taurus PT 938 ( m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a) na cabeça dos 4 que estavam invadindo a casa. O ruim é que ele estava com sono e só de cueca, a sua preferida, dos Thundercats.
- Ok caras, soltem ela e vamos conversar. Se eu sujar essa garagem de novo, minha mãe me esfola. - Disse meu irmão.
Nessa hora Kenny falou algo bem baixo ao cara que ficou com ele perto da BMW. Era o idiota do Roger, motorista deles, que falava engraçado.
Eu não entendi muito bem, mas era algo como "ele não parece tão assustador?".
- Eim ca... Eim cara! Só estamos fazendo nosso trabalho. Sua irmã ganhou uma viagem e não quer ir! - Disse Will.
- A é? Olha, me desculpe. É que pareceu tão estranho..."Sorry" mana! Já vou indo. - Disse meu irmão enquanto abaixava a arma e virava de costas para ir embora. Ele é burro e cai nessas coisas fáceis.
Eles me levaram para quase fora do portão quando de novo me virei para ver quem chamava:
- Eim Will, só aprenda uma coisa...- Chamou meu (burro) irmão.
- O quê? - Disse o capanga irritado, pois, como poderia ele saber seu nome? Ele já não me dava uma gravata. Estava atrás de mim segurando meus braços e eu estava de costas para ele.
- A mentir. - E atirou.
O sangue que se espalhou na minha roupa de grife era repugnante. Mas meu irmão iria me salvar, de cueca e arma em mãos.

2 - The Boy(z) 28 de Outubro.

Cheguei em casa as 4 da manhã e, claro, minha mãe estava acordada. O "oi" básico dela e meu abraço já ajuda na desculpa de ter chego tarde. Coisa que ainda ela se preocupa.
Ao chegar ao meu quarto eu o admiro, não só por ser meu, por ter posters dos Thudercats(meu motivo de viver) e várias coisas calmantes: Meu gato que se chama Sr. Fufles; minha bateria, que eu a chamo de, "HULK"; um xbox360 e uma tv massa; minha coleção de armas. Mas isso faz parte do trabalho e é domingo de madrugada. Uma noite para descansar.
Enquanto tirava a roupa fiquei olhando para a janela. Dava para frente da casa da Axis, uma ruiva linda, que tinha uma irmã morena e outra loira muito lindas também. Mas a Axis era a melhor...
Depois de todo o amor platônico percebi que havia uma BMW vermelha em frente a casa dela. A irmã morena dela (nunca lembrava o nome da vadia) era uma "maria-gasolina" então nem liguei.
Vesti só a primeira cueca que vi na gaveta. Acho que era a minha preferida. E me joguei na cama.
Em 5 minutos adormeci.
Sabe quando você acorda a cada 1 hora e meia? Eu estava meio assim.
É que normalmente não durmo tão tarde e também não passo tanto tempo na cama. Por isso percebi carros parados na frente de casa. Mas nem liguei e, também, de qualquer jeito se passaram uns 3 minutos e um estouro me fez pular da cama.
Acordei de mal jeito e já fui pegando a Taurus que estava embaixo do Xbox360. E corri pelo corredor.
Percebi que mãe e irmã não estavam em casa. Pensei até em guardar a arma, parecia um louco que pensa que um estouro, provavelmente feito por jovens, já é hora para começar uma guerra. Até que ouvi vários na garagem e algo que aprecia uma luta. Engatilhei a Taurus enquanto corria.
Ao chegar avistei um tal de "Will". Como eu sei? O imbecil mandou bordarem seu nome, supûs que fosse, no jeans que usava. E bem na bunda. Algo que dei de cara enquanto ele falava:
- E quem irá te salvar menine? A delegacia fica bem longe! Nunca irão ouvir o estrondo. E nem seus gritos.
Apontei a Taurus.
- MAS EU OUVI!
Ele ficou congelado de medo. A esperança transbordava nos olhos de minha irmã.
"Anna em que você se meteu?"- Pensei. E o puto estava dentro da garagem ainda. Só poderia atirar no momento certo.

3 - The Girl; The Boy(z); The Badguys and Mrs. Fufles. 29 de Outubro.

Caí junto com Will. O maldito sangue pintou minha cara e parte do meu peito de vermelho. Estava salva.
Quando avistei estava em meio a um tiroteio.
Kenny,Teddy e Roger estavam atrás da BMW tentando atirar contra meu irmão. Que parecia bem calmo e andavana direção deles de peito aberto.
Se eu não acha-se o filme uma merda eu falaria que meu irmão parecia um "exterminador do futuro".
Depois desses pensamentos rolei até o o jardim e entrei pela porta que dava para a lavanderia. Dolorida e vermelha...

***

Logo que acertei o Will, e vi minha irmã encharcada de sangue, percebi que os três que sobraram eram muito experientes. Pois, primeiro pegaram a proteção do carro. E logo após minha irmã rolar até o jardim. Eles já estavam atirando em minha direção.
O por quê de eu ficar parado?
Fazer cena de intimidação dixaria eles assustados. Acho que não perdem um homem deles a uma década, talvez duas.
Por causa da intimidação os tiros que estavam pertos de me acertar começaram a sair terrivelmente errados. Assim ao me aproximar dos três (dois com óculos escuros e cabelos com gel) um na esquerda e outro na direita do carro. O único normal estava no meio, e era o desgraçado do Kenny.
Agora começava a diversão. Virei a arma de lado para uma melhora na mira. E começei a atirar o que sobrou de balas.
Uma. Duas. Três. Os da ponta caíram com os dois primeiros, e o terceiro tiro desarmou Kenny.
- É aqui que acabamos? - Ele disse enquanto colocava a ponta da pistola em sua testa.
- Não, perguntas primeiro. - Disse - Por que minha irmã?
E então percebi que ele tirou do bolso um rádio. Será que ele não percebeu que ele tem que ficar parado?
- Se ela não te contou não posso fazer nada! - Disse enquanto clicou no botão de "sinal" do rádio.
- Pare Kenny ou eu vou atirar!
- AHAHAHA Thaymian, não me faça rir. Sua arma travou no último disparo só você que não percebeu.
"Filha da puta" - Pensei.
Enquanto eu "desbugava" a porra da arma, ele chamou reforço e começou a rir.
- AHAHAHA! Por que não me impediu? Você poderia usar suas mãos - Gabou-se.
- Hehe...Eu gosto quando as coisas ficam mais difíceis. E também ouvi dizer que vocês se auto denominam de "Imunes". Quero ver o quanto aguentam!
E atirei. Pode parecer meio sádico mas o barulho do corpo caindo mostrava que tudo tinha acabado, por enquanto. Meu trabalho era esse. Eu não era frio e nem burro, como diz Anna, mas eu sirvo o meu país e fui treinado para isso. Os Imunes eram seres do exterior que queriam algo no qual não me meti com eles, mas a minha irmã sim.
E falando nela, olhei para a lavanderia e lá estava ela saindo com outras roupas. Com certeza as que ela deixa secando lá por anos.

***

- Bom o banho? - Meu irmão me perguntou.
"Humpf, babaca" Pensei. Eu sei que meti agente em uma enrascada. Mas ele conseguiu me salvar e me sujar. Por isso o meu mal humor.
- É o Kenny ai ao seus pés? - Disse
Ele antes de responder coçou a barriga e as costas. Bocejando, disse:
- Sim... ele chamou reforços. Temos 15 minutos. Pegou roupas para mim?
Ter um irmão folgado é foda. Mas joguei uma regata e uma calça para ele. Os tênis ficaram por conta do Will. Que calçava o mesmo que ele e os tênis ele disse que se apaixonou. Então ele "robou".
Enquanto eu esrevia para mamãe ele foi pegar mais roupas, e armas, no quarto dele.
- Escrevi "PROBLEMA" em rosa. Será que ela vai entender? - Eu gritei do meu quarto.
- Ela tem que entender! - Ele disse.
Eu dei uma passada de olho bem rápida em meu quarto. Peguei notebook e a katana do tio Charlie. E parti para ligar o carro.
Sim, sou eu que sei dirigir por aqui.
Ao descer ele estava com o gato embaixo do braço e 3 malas: roupa, dinheiro e defesa.
- Para onde? - Eu disse. Mas percebi que ele estava de olhos fechados, parecendo querer ouvir algo.
- Ouve isso? - Ele disse.
Sirenes, e carros usando turbo. Pareciam estar a poucas quadras daqui.
- O que têm elas?- Perguntei.
- Vá de encontro a elas.- Ele disse, com ar de excitação.
Ele era muito burro. Mas aquilo aprecia divertido. Acelerei e fui de encontro aos sons de turbo e sirene. Enquanto ele engatilhava a beleza de um rifle M-16.

FIM.(continuo?)

terça-feira, 23 de março de 2010

Indo nas "quebrada" com o "busão".

Joguei as moedas, duas de um real e duas de dez centavos, contadas na mesa do cobrador.
- Tudo certo? - Perguntei.
- Uhum! - Respondeu, seco.
Adentrei ao tubo esperando a chegada do ônibus. Essa espera é interessante, pois:
É um tubo comprido, espelhado, cheio de pessoas. Estaria você em submarino mal feito?
"Não, isso se chama design cara!" - Pensei.
Algo no qual podia me preocupar, enquanto esperava o "busão", e ficar dando tchauzinho ao pessoal que passava na rua. Malditos curitibanos. Sempre viram a cara.
O ônibus chega. Só havia passado 7 minutos, por isso a minha felicidade foi grande quando o embarquei e, percebi que, estava mais vazio do que o normal. Então veio a voz, que foi a faísca do desastre que estava por vir.
" Próxima parada: ONREFNI.
Aguarde sempre o desembarque.
Danos ao veículo irão aumentar a tarifa.
Ou quando nosso superior desejar. "
Jogar assim na nossa cara o aumento de ônibus? Malditos políticos. Sempre zuando na nossa cara. E aquilo me deixou tão puto, que desejava chegar logo em casa. Olhei para o homem ao meu lado que estava de relógio.
- Desculpe senhor, poderia me dizer que horas são?
Ele virou o rosto, com um sorriso breve, tão breve, que sumiu brevemente.
- Por quê todos vocês só me pedem desculpas? - Disse ele fechando a cara.
- Como assim? - Disse, meio com vergonha.
- Vocês, todos vocês! - Gritou - Acham que sou um santo? Vocês veram o santo.
Após proclamar essas frases o homem abaixou sua calça, e cueca, tirou seu "membro" para fora e começou a fazer sexo com as frestas de borracha da porta do ônibus.
- Quem é o santo!? AHAHAHAAHAA.
Ele babava de loucura. Enquanto ele fazia sua "festa" eu já estava bem longe dele. Para ser sincero já estava falando com o motorista.
- Senhor...
- Ah! Não me atrapalhe garoto. Estou no meu emprego. - Disse ( me cortando )
- Mas tem um homem maluco fodendo a porta do ônibus!
A freiada que se deu foi muito forte( odeio você inércia filha da puta ) muitos vieram em minha direção e caíram ao meu lado, se amontoando em um conjunto de gente. Só se ouvia dor e gemidos. Então o motorista colocou um boné para trás, onde se lia "Ro´s Béd?".
Ele precisava de aula de inglês. Urgente.
- Tá bom senhor fósforo, aquele que não pode encostar direito já pega fogo. HAHA.
Ele disse isso olhando para mim, e a pilha de corpos doloridos e gemedores, esperando agente rir de sua piada. Continuei no mesmo estado que estava antes.
Ele ficou emburrado e voltou a olhar para o "fetiche de portas".
- O benga-borrachudo... Ninguém. Eu disse, NINGUÉM! Faz sexo com meu ônibus. Tá entendido? Vou ter que retirá-lo.
Ele, então, puxou um controle remoto do bolso e apertou um de seus botões. Que abriu a "porta-que-estava-fazendo-amor" e então o "feticheiro". Se virou "apontando" para o motorista.
- Vai pedir desculpas também? - Ele disse.
- Desculpe-me senhor.- Falou o "béd" - Mas sua parada é aqui!
Ele se segurou nas barras de apoio do teto e bateu, com os dois pés, no tarado-da-porta e então ele foi chutado para fora do ônibus.
Com um simples "humpf" o motorista voltou ao seu lugar, pois o mar de gente "dolorida e ofegante" já tinha se levantado. Ele voltou a dar partida no busão e seguiu viagem.
O que resto de viagem tranqüila. Ao chegar no terminal, lugar cheio de eventos paralelos e pessoas de outro mundo, começou algo diferente. Fui abordado por uma vendedor de balas.
- Quer bala moço?
- Não, valeu.
- Mas ela são exóticas! Toma essa, é de batata. - Ofereceu.
- Eu não gosto de batata senhor. - Respondi.
- Ah... - Ele se admirou - Mas gosta de estudar?
Fiquei encarando-o por uns 20 segundos. Até que olhei para baixo. E quando voltei a olhar, meti um soco em sua boca e sai correndo.
E nunca corri tanto para casa, e ainda pensando que, amanhã o ônibus que pego pode estar com várias DST´s.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Do jeito que aprendi.

1 - Cercado por breu.

Já se pegou olhando para todos os lados, que os olhos alcançam, e não encontrar nada?
Um buraco negro tão negro que você pisca, pisca, e não enxerga nada. Então luzes entram em cena. Dançam freneticamente enquanto, você as contempla, chega a reconhecer cenas de sua vida que passam como pano de fundo. Fatos que vão desde a juventude até a última puta que se encontrou.
Só acordando e, relembrando desse "filme", se descobre que era um sonho. A porra de um sonho.
"Onde estou?" - Pensei.
Pergunta idiota. A tentativa, a seguir, de descobrir onde estava... Mais idiota ainda.
Como o sonho, a escuridão era uma mistura de piche com groselha negra(existe isso?. Algo tão escuro que me deixava louco por simplesmente não ver um palmo a minha frente.
Tentei levantar. Reparei que, se colocassem uma formiga aqui dentro, eu morreria sufocado. Estava na merda de um armário.
A nuca doía, como se tivesse levado um golpe, do qual teria sido forte o bastante para me derrubar, o pior de tudo era não lembrar de nada. A dor me impossibilitava desse raciocínio.
Passado uns 15 minutos, os olhos se acostumaram com as escuridão. Percebia a "sombra" de minha mão.
Tato. Um dos cinco sentidos muito bem vindos quando você está na escuridão eterna de um maldito armário, e também um ótimo mecanismo para saber como você esta.
Ao começar a me apalpar, algo muito desagradável de se pensar(e de ler), descobri que estava sem a companhia de minha arma, minha faca e meu relógio. Mas possuía treinamento para esse tipo de "problema".

1.2 - Quem sou? Para onde vou?
Retirando filmes "B" de ação, dos quais estragam a imagem do meu serviço, sou alguém que estará, em algum lugar, colocando a cara para tomar tapa.
Se alguém é odiado até pela mistura da bondade de Dalai Lama, o Papa e o Bambi(da Disney). Esse sou eu.

2 - Saindo daquela desgraça CÚbica.
Olhos acostumados. Utensílios de trabalho roubados.
Xinguei tudo e todos que conhecia nos três minutos que se passaram. Me acalmei depois ao observar meu tênis, um rainha preto com listras brancas. Tênis do qual sou discriminado por todos, desde meus "patrões" até "pacotes". Mais alguns minutos de estratégia e então ela esta montada e clara em minha cabeça.
Os movimentos a seguir foram difíceis, mas até retirar e amarrar os dois cadarços. Alguém se aproximou.

**********
O guarda Rick parou bem a frente do armário. Tinha acabado de tomar seu posto no final da tarde, e acabado de tomar ordens pelo telefone. "Traga o cara do armário 1227".
"Coisa estranha" - Pensou Rick, enquanto procurava a chave certa em seu molho de chaves.
**********

" Ele irá abrir? " - Pensei - "Não pode ser assim tão fácil!".
Mas a porta se abriu. Me deu tempo de colocar o braço da direita no ombro da esquerda. E o braço da esquerda no ombro direito.

**********
Rick achou a chave certa em menos de um minuto.
"Sou um cara de sorte. Trabalho fácil, indolor e fazer um bico com a máfia tendo que retirar um cara de um armário e ganhar por isso é muito bom" - Pensou.
Colocou chave no buraco, e nem ligou para o barulho que vinha de la de dentro. Quando abriu, a surpresa! O cara que estava ocupando o espaço do armário estava como se fosse um vampiro no caixão.
- Você é um doente por Crepúsculo? - Rick falou em voz alta.
Mais surpreendente ainda, o cara-do-armário respondeu:
- Você, agora, me deixou muito nervoso!
E pulou em Rick com , o que parecia ser, dois cadarços de tênis em ambas as mãos.

**********
O maldito guarda falou que eu parecia "Crepúsculo"!? Esse irá me contar tudo e sofrer muito depois.
Enquanto tentava estrangula-lo com os cadarços, puto se rebatia como um peixe pulando na banha. Ele conseguiu agarrar o rádio e soltar um grito seco de, eu entendi que: "Corro...Socor...". Então desmaiou, apesar que com o passar do tempo eu iria descobrir que ele conseguiu chamar reforços.

2.1 - Sempre tem um FDP.

Quadros todos brancos, presos em uma parede vermelha numa sala onde tem há lareira quem em sua frente está uma poltrona, com um grande homem que está lendo um livro. "A procura de comida em um campo semeado em sal" era o título. Mostrava a desgraça de uma vida sem vida. Algo sempre visto e também sempre ignorado.
Alguém adentra a sala, com certeza um funcionário, e diz:
- Chefe, ele escapou.
O homem da poltrona tirou a atenção do livro e a colocou contra o homem que adentrou a seu recinto.
- Ele quem? Do quem você fala Paulus? - Disse, não entendendo.
- O rapaz do armário? - Disse Paulus.
- MAS QUE MERDA! Por um momento imaginei que fora meu sogro.Não me mate do coração amigo! Ok, esse aí já era esperado, o que está sendo efetuado para sua captura?.
- Chamei "los tries". Respondeu.
- O quê?
- "Os três", em português, chefe...
- A sim, sim. Ok, sabe que ele não merece tanto. Mas faça como quiser. Agora vá!
- Ok chefe.
Ao fechar a porta, o homem da poltrona voltou a ler o livro. Mas meteu um xingão em Paulus. Que, com a interrupção, o fez esquecer o que tinha acabo de ler. Com isso, teve que recomeçar o capítulo.

3 - Corra, lute, respire, seja.

Revistando o guarda, que o nome me lembra de um cantor latino(RICK MARTIN), aproveitei pouca coisa: Lanterna, algemas (usei nele e o joguei no armário, e sua camisa. Ela era mais bonita que a minha, e de cor vermelha.
Coloquei os cadarços em meu tênis, eles estavam um pouco esticados devido a manobra de ataque, isso deu tempo de "eles" chegarem.
O que vi foi algo parecido com a propaganda do DDD que eu via quando criança. Os três "gordinhos". Um vermelho, o outro amarelo e último verde. O caras que estavam parados em minha frente eram iguais. Apesar que o "colorido", que os diferenciava, eram os de sua calça.
E logo depois de olhar para elas eu já tinha um apelido para os três. "Trio Parada Dura", não por serem musculosos ou difíceis de encarar. Mas sim por seus "documentos" estarem a amostra, simplificando: Estavam eretos. Comecei a rezar para Thor que essa excitação não fosse para mim.
- Er...O que querem? - Perguntei.
Não responderam, invés de falarem começaram a correr em minha direção.
- Vamo la pessoal. Estou tentando humanizar a situação por aqui. - Tentativa minha de diplomacia.
Corriam, muito, em minha direção. Empunhei "minha" lanterna. E como um bom ser humano, fiz a escolha certa. Corri na direção deles. Enquanto montava uma estratégia.
" O vermelho-bola-de-banha está na frente conduzindo. O amarelo lala-seu-teletubbies-mórbido vem logo atrás. E o último, lógico, é o verde que parece ser o mais lerdo e me lembra um abacate com pernas. Perfeito para eu socar"
O vermelho tentou me socar, algo bem falhado da parte dele, desviei fácil. Inércia deixou ele bem ocupado( ele seguiu por mais uns 15 passos até parar, se virar, e voltar a tentar me atacar). O amarelo tentou me dar um "abraço de urso" tirei a atenção dele jogando a luz da lanterna em seus olhos o que fez ele levar as mãos para protegê-los. Ao final disso, enfiei a lanterna em sua boca. Vai que ele fica feliz com o lanche da noite.
O verde corria com a convicção, igual a de um cachorro de que irá conseguir morder sua cauda, de me matar. Quando deixei o gordo "amalelu-lindo" para trás, a distância até o abacate-mórbido era uns 15 passos. Correndo bem perto do chão, quase dando uma cambalhota, aproveitei cada passo e, quando ele levanto as duas mãos para descer sobre minha cabeça eu pulei, e dei uma joelhada em sua cara balofa que até eu me entristeci com a dor que causei. A montanha de pudim banhoso desmontou para trás. Nariz e, o que sobrou, da boca sangrando. A ereção na sua calça verde escuro ainda estava lá, o que me fez sentir nojo. Me virei e o scorpion-com-obesidade e catchup de 10 litros seguiam em minha direção. Era impressão minha ou estavam de mãos dadas? E o melhor, como me acertaram tão rápido?
As mãos estavam formando uma ligação, algo como um pilar ambulante, que acertou em cheio meu peito. A falta de ar foi grosseira a ponto de eu me contorcer de tentativa de respirar, sem falar da dor.
Com a inércia a meu favor, ele foram bem longe, consegui me levantar meio cambaleando por causa do choque. Um já foi, faltam dois.

4 - Quando, algumas atitudes suas, assustam a todos e até você mesmo.

Respire, inspire,respire. Como um exercício das aulas de educação física te salvam de muitas enrascadas.
O redfat e o yellowfat agora pararam. Eles continuavam eretos(algo que queria esquecer). A porrada que levei me deixou sequelas, certeza! Teria que fazer algo.
- Bem, um de vocês já foi. Falaram logo o que querem de mim? - Gritei a eles.
Nada.
Até que redfat deu um passo a frente, estendeu o braço e então esticou um dedo.
- Dormir você deveria estar. Agora eu e me'irmão aqui te levaremos acordado.- Disse.
- Só isso? - Respondi/Perguntei.
- É... - Disse redfat.
- Que fome... - Emendou yellowfat.
- Que saco, chega! - Disse eu, partindo para cima deles.
A expressão deles mudaram. Perceberam o ataque e iriam se defender. Ficaram parados, por serem gordos gastam mais energia e então deveriam estar cansados.
Algo simples correu pela minha cabeça. O corredor que estávamos cabiam os dois, bem na lata mas cabia, coisa que eu poderia aproveitar.
O amarelo decidiu se mexer e vem correndo por primeiro com um soco, só que dessa vez, por baixo. Para desviar pulei para a direita, peguei impulso da parede desse lado e o empurrei para a parede da esquerda. O barulho oco da cabeça encontrando a parede era lindo de se ouvir. Como um solo de guitarra de blues. Escorregando, desmaiado, até o chão o amarelo-donnuts estava fora de jogo.
O cartãovermelho, que eu iria entregar ao próximo butijão-de-gás-edição-carnaval, seria tamanho família. Ele me chamou atenção por perguntar:
- Como assim?
- Como assim o quê? - Disse.
- Você, minúsculo desse jeito, enfrentando agente. E ganhando.Não consigo entender...
Parei para respirar.
"Esse cara está raciocinando sobre certo e errado?" - Pensei.
Ele coçava a cabeça. Havia confusão naquele mar de banha com o mastro apontando para o céu. E eu podia retirar algo daquilo( da dúvida).
- Olha aqui cara, não tenho nada contra você. Só estava me defendendo. Se você não quiser mais tudo bem. Só me diga o por quê de eu estar aqui. E o principal, por que eu estava num armário?
" A ereção dos três fica para outro dia".
- Hum... - Ele estava pensando - O homem do quarto que possui a cor de minha camisa ordenou. Só me lembro disso. - Concluiu.
- Ok gor....Cara! Temos que ir até esse quarto então né? Não queremos mais brigar...Certo?
- Na verdade ainda quero você amassado! Mas estou com fome, sabe como é, eu sou gordinho. Hohoho. - E se partiu de rir.
"Sem palavras" - Pensei.
Ele partiu para a cozinha depois de me dizer onde fica o "quarto vermelho". Com essa informação. Ainda surpreso com minha bondade, e a dele, corri para o tal quarto.


5 - Todo o carnaval tem seu fim.
A sala estava de porta fechada. As coordenadas de fat-red-apple estavam certas além de que, estava escrito "SALA VERMELHA" seguida da sala "BRANCA" e a "COR INDEFINIDA".
Sem medo entrei. Com jûs ao nome percebi as paredes vermelhas com quadros brancos. Uma poltrona de frente a uma lareira. Um homem de terno preto estava do lado da poltrona onde tinha um outro homem, a ler um livro, que deixou esse de lado e se virou para mim.
- Bem vindo 1227. - Disse o homem do livro - Me chamo Marcus e esse é o Paulus.
"1227? Que cara louco." - Pensei.
- Você ainda não sabe por que acordou aqui, por isso irei te contar. Mas espero que você chegue perto.
Não dei um passo. Estava esperando respostas, e não ordens.
Marcus demonstrou que perdeu a paciência.
- Paulus.
Ele logo apontou uma pistola para mim.
Com esse "convite", até Deus chegaria um pouco mais perto.
- Ok, andei o que queriam. Agora expliquem tudo...
- Você é meio burrinho certo? - Disse,de um jeito cínico, Marcus.
Não respondi.
- Desde o momento que você acordou e até chegar aqui,e provavelmente quando sair, você irá fazer o que faz de melhor. Você luta, se esconde, faz estratégias... Mas não é um soldado. Você é quase uma flagelo de Deus. Algo qu...
- Eu sou ateu. - Dando-lhe um corte.
- Você é uma puta. - Paulus disse, ainda apontando a arma.
- Aprendi a ser com sua mãe.
- Eim, se acalmem. Não estamos aqui para isso. A questão é, meu querido 1227. Que você vem até aqui pensando que pode se livrar de mim. Só por eu estar velho? Você jovens não nos respeitam mais. Agora você irá merecer algo mais...
- Quer se livrar de mim? Quer acabar com seu futuro? Você vai, deixar marcas e eu as continuo. Posso não ter as melhores habilidades do mundo, mas serei o que você não foi.
Nisso minha estratégia começou. Ao passar pela cozinha consegui o truque perfeito. Uma faca, um garfo e uma colher. Ótimo para o evento de sangue que aconteceria na sala de mesma cor.
A faca voou certeira no olho de Paulus que, antes de cair sem vida ao chão, conseguiu acerta um dos quadros na parede.
O garfo foi para o braço esquerdo de Marcus. Que caiu ao chão. perto da lareira, cheguei perto retirando a colher e a coloquei um poco no fogo.
- Eu não mereço isso! - Disse ele.
- Me convença idiota! - Retruquei.
E então, com a colher quente, enfiei primeiro em sua língua. Depois de queimá-la coloquei ao fogo para esquentar. Depois fui abrindo a gargant desse "intelectual". Abrir a garganta de alguém com uma colher, que banal.

6 - Eu, eu mesmo, sangue e um saco de ossos.
Consegui sair dessa casa "vivo". Gordão(O vermelho) ficou por lá, para testemunhar que foi, tudo que aconteceu, culpa dele. Ele não conseguiria sobreviver nem dois dias depois de ter me ajudado.
Ao sair no jardim, tudo ficou claro. Ao pular o muro, lá por 6 da manhã, acionei a guarda. Paulus conseguiu me lançar um dardo com algum tipo de droga. Que me capotou direto, por isso as luzes e os sonhos bizarros. Tudo que queria fazer era um trabalho rápido e que, acabou sendo uma prova de tudo que já aprendi.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Lógica Maternal

Chegando em casa e ver minha mãe no sofá sempre me trás uma sensação de medo. Ainda mais quando ela me pergunta:
- Onde estava filho? - Espremendo os olhos, querendo me enxergar.
Aquilo me irritava, mas mãe é mãe.
- Fui até a casa do Fernando, que ia me dar carona, e depois na casa da Joanna. Partimos para o bar e ficamos lá. Dançando,comendo,conversando. Até que o Ricardo bebeu demais e tivemos quer carregar ele até o hospital. Depois levamos as meninas para casa. E todos passam bem.
Um momento de silêncio, e então:
- Você não sairá mais de casa. Até aprender como respeitar sua mãe, voltar no horário que todos os normais voltam e parar de andar com essas pessoas!
E saiu. Para o quarto dela. E eu fui ao meu, confuso. Sem saber o que ela teria pensado.
No outro dia minha empregada me contou o que mamãe tinha entendido:
"Sua velha do inferno. Eu estava na porra da casa do Fernando, cheirando muuuuuita cocaína ok? Isso que ia começar meu dia. Bem depois corremos até o puteiro da Joanna. Onde transei pacas, mais que você transou em toda sua vida! E depois ao bar, onde dançamos, comemos e estupramos todas. Dai o puto do Ricardo brincou comigo, e eu não gostei, e meti bala nele. Jogamos ele no carrinho de hotdog mais próximo e deixamos ele por lá. Dai voltei para essa merda que você chama de casa".
Claro, tudo o que fiz num domingo digno de malandragens.

domingo, 7 de março de 2010

Os loucos com quem falo,moro,encontro.

- Pai, me explica de novo. Por favor? Isso só pode ser um engano...- Falei,desligando meu Xbox 360, confuso.
Ele continuo olhando para o teto. Não por ser retardado, mas ele é cego e não gosta de encarar as pessoas(Ou pensar que esta fazendo isso).
- Filho, meu pequeno Otho, sua mãe precisa de nossa ajuda. O mafioso Kgar e seus capangas levaram-na daqui e precisamos encontrá-los.
Tentei não rir. Kgar? Meu deus, isso é pior que o nome da minha tia. "Paula Traz".
- Ok... E por que ela sofreu isso? Essa história está muito mal contada.
Meu pai abaixou a cabeça. Começou a olhar para o chão e se aproximou de mim, quase como um touro tentando chifrar alguém, e então sussurrou:
- Não quer diversão para sua vida? Não se cansa de jogos que você joga? Não quer algo para lutar? Eu o arranjei. Agora, vamos!.
Com uma velocidade que não compreendi, ou simplesmente fui pego bem de surpresa, ele me agarra e pula de nossa janela. Nunca na vida agradeci por morar no primeiro andar.
Me levantando, e limpando os cacos de vidro de meu corpo, fiquei olhando para meu pai, que estava com a cara no chão, e ainda assim estava bem:
- É pai, super divertido, agora como arrumaremos essa janela e se a mãe ver isso você esta...
Fui interrompido pela grande velocidade que ele, papai, pulou do chão e parou em minha frente. E pela primeira vez, me encarou:
- Não foi divertido "pequena cria"? - Disse.
- Mas claro! Por que não fazemos de novo? Não, não foi legal. - Respondi.
- Bem, sua opinião não importa. Ainda precisamos achar sua mãe. Me siga!
Com o entusiasmo de uma criança ganhando um balde de doces ele correu pelo quintal. Só se esqueceu do muro do canil.
TUM!
E então vi meu pai cair de costas no chão, com o nariz vermelho.
O choque foi grande, mas ele irá se recuperar. Me aproximei dele:
- Quer que eu te guie? Antes que você se machuque sério... - Perguntei
- Claro meu filho, e por favor, vai toma no cu.
Ele não gostava de ajuda.
Após sairmos de casa. Ele me guiou pelo bairro até achar uma casa verde musgo. Era a casa do vizinho Joakin. Por quê vir aqui?
- Você vai na frente. - Disse o pai, logo indo se esconder na moita mais perto.
Fiquei olhando aquela cena, dele procurando a moita, e ele acabou se escondendo atrás de uma barraca do Mickey( Que deve ser do filho do Joakin, um capetinha, que morava com ele ).
Nesse momento a porta da "casa musgo" se abriu. Dela saiu Joakin,totalmente pintado de verde musgo, e ai que não compreendi nada.
Ele me avistou, voltou para dentro de sua casa e voltou com uma shotgun. Aquilo sim, foi muito random.
- Nunca me pegará vivo Otho! Morra!!- Disse disparando a arma em minha direção.
O mais engraçado de tudo. É que ele mirava em mim, e acertou seu carro,seu cortador de grama, seu arbusto(que meu pai não "viu") entre outras coisas.
Sem saber o que fazer, gritei ao papai.
- Velho! Você chama isso de diversão?
- Hahahahaha! Filhão, você não sabe como estou rindo... - Brandou em retorno.
"Velho brocha do inferno..." - Pensei.
Não tinha tempo, o "homem-verde-musgo-que-mora-na-casa-musgo" continuava a atirar. E chegava cada vez mais perto. Rezei para os primeiros deuses que lembrei. E então me deparei com um spray, aqueles de matar baratas, não haveria algo melhor. Peguei-o e me coloquei na linha de tiro. A oratória seria minha aliada.
- Eim! Seu verde de fome, quer brincar? Tenho algo aqui que irá te divertir. - E mostrei o spray.
A resposta dele foi imediata.
**POUN**.
Que foi atirar na minha perna. Cara....Como dói.
- SEU FILHO DA PUTA! - Falei choramingando.
Ele chegou mais perto.
- Eim, seu boca suja, pode parando. Posso ser verde e tal. Mas você que invadiu minha propriedade. Não queria algo? Pronto, tomou um tiro. Hehehe.
Não conseguia ver seu rosto. Por causa do sol forte. Mas na hora que pensava nisso, algo encobriu o sol. Papai chegou, imbolizou o "jabuticaba" ambulante, bateu fortemente em todas suas parte sensíveis, pisou em sua língua e, claro, tentou dar um chute e acabou acertando o ar. Era muitos acertos para alguém cego. Mas Joakin ja estava todo quebrado. E só repetia.
- Dói....Dói tanto...dói tudo...Para! - Balbuciou.
- Ok "hera-venenosa" - Disse meu pai(encarando a direita enquanto Joakin estava na esquerda) - Onde está Kgar?
- Você sabe! Conceitue o nome dele... - Respondeu.
- O que ele quis dizer com isso pai? - Disse, com a mão na perna ferida, mancando.
- Eita filhão, passaremos por "mals cheirosos". Ahahaha. - Ele me respondeu.
Enquanto deixamos Joakin amarrado na sacada de sua casa, o que era engraçado pois ele ficava "camuflado", e terminávamos um curativo na minha perna. Meu pai explicava o caminho e eu nos movimentava. Até me deparar com um banheiro público chamado: "Bosta do Capeta \..\_".
- Que coisa cabulosa pai.
- Não posso ver filho, mas imagino. Sente esse cheiro?
- Argh, infelizmente...
A porta do banheiro público se abriu. E de lá de dentro sai meu tio, Ricardo Pehdimeza, pintado de vermelho e chifres de cabra na cabeça. E então, como qualquer ser humano, comecei a rir.
- HAHAHAHAHAHAAHAHAH! MEU CARALHO! AHAHAHAHAHAHA! - E em um efeito de bipolaridade, falei - Ta bom, que porra é essa? Primeiro o vizinho, agora o tio Ricardo?
Meu pai e ele se entreolharam. Ta, meu pai olhou para o sul. Totalmente contrário ao meu tio. Então meu "familiar do inferno" disse:
- Garoto tolo, levarei sua alma para as profundezas de minha fortaleza. Igual fiz com sua mãe. - Urrou o pseudo Lúcifer.
- Tá, que seja, agora você me deixou nervoso. Pai, é só socar?
- Sim minha cria! Agora vá e derrote Kgar!! - Disse ele apontando para um formigueiro, que estava totalmente longe, de mim e de meu tio.
Chegando perto, para meter um belo de um supapo no meio daquele queixo feio, Kgar-pseudo-tio-pintado-de-vermelho-com-chifres colocou a mão no estômago e gritou:
- Pera! PERA! Tenha piedade, já volto.
Saiu correndo para direção contrária do banheiro, no qual tinha uma casa, para procurar uma revista. Voltou com uma "SUPER INTERESSANTE" embaixo dos braços e aí sim. Adentrou ao banheiro e lá ficou. Os barulhos pareciam trovões, e com isso minha sorte mudou como a velocidade de um.
Peguei distância. E na maior loucura da minha vida,e do meu dia, chutei o banheiro com uma "voadora de dois pés". O cubículo da evasão, outro nome aquele banheiro, virou e todo o líquido se virou para cima de Kgar. Que saiu de lá de dentro, cuspindo, afogado, mal cheiroso.
- **Cof** Sua...Peste! - Disse e desmaiou.
Fiquei feliz. Felicidade que logo foi quebrada, ao não achar nem sombra de mamãe ali por perto. Então meu pai encostou sua mão ao meu ombro:
- Foi divertido não? - Disse.
- Ãnh? - Não entendi.
- Te disse que tiraria você daquela vida chata, repetida. - Continuou - Por isso inventei, e pedi para esse pessoal me ajudar. Tudo pela nossa diversão!
- Eu tomei um tiro seu velho do caralho. - Falei.
- Bom, a dura realidade da vida. E...Tchau! Te vejo em casa. - Disse, correndo. E ,claro , batendo, de novo, no primeiro muro que apareceu.
E eu voltei para casa, puto. Para descobrir que mamãe estava dopada dentro da lavanderia. Meu vizinho veio pedir desculpas. Meu tio me xingou pelo orkut.
Depois de tudo isso, os 4, Pai, Mãe, Tio e Vizinho. Disseram que eu não sei brincar.
Por isso liguei meu video-game, onde sei como brincar...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Medici(A)nal

No hospital regional do centro da cidade de Nória parece que será uma noite cheia para o doutor Rubens, que faz o seu plantão da madrugada, nessa sexta feira:
"Podia estar transando agora..." - Pensou.
Deixando os desejos de lado, chega ao hospital um Golf e, dele , sai o que parece uma mãe e o seu filho. O garoto, aparenta o seus 17 anos, está mancando. Mas Rubens percebe que a perna não parece estar ferida. Na verdade Rubens só tem olhos para a samba canção, vermelha, que o menino usava. Nisso a mãe grita:
- Doutor, é meu filho. Ajude-o!
- Minha senhora, nós temos toda uma burocracia. Você pode se dirigir para a ala sul do hosp...
Ela interrompe:
- Doutor, preciso conversar com você, em particular.
O doutor Rubens entendeu na hora. Como era, praticamente, só ele na ala norte. Ele teria que atendê-la, procurou uma sala inutilizada. A sala de hemorróidas...
- Ok. a senhora pode falar tranquilamente....
- MEU FILHO ENFIOU UM CELULAR NO CÚ!
"Deus...Eu disse tranquilamente." - Rubens pensou.
- Então - Disse o doutor segurando a gargalhada - Ele, agora, só irá fazer ligação a CUbrar?
A mulher não sorriu. O menino começou a choramingar. Rubens, apesar de toda ética aprendida na faculdade, não perdia a piada.
- Bem...- Disse ele, tentando não se envergonhar, e ao mesmo tempo, queria rir mais ainda ao perceber que a sala de hemorróidas era perfeita para um caso desses- Como aconteceu?
A mãe , com o olhar e tranquilidade de um assasino, começou a falar para Rubens:
- Doutor, parece que, o Zack estava andando pela casa ouvindo música do celular. E como o garoto gosta de um "hiphop" ele, ao começar a dançar seu estilo, deixou o celular no chão. E na hora do "giro da bunda lisa ao chão" ele sentou em cima do celular, fatalmente o aparelho estava de pé.
Rubens queria rir mais. "Um tiro perfeito!" - Pensou. Dez longos anos de casos de câncer, vômitos, viroses. E agora isso? Ele deveria chamar um canal de televisão! Sem falar que era ótimo isso ter acontecido com alguém que gosta de hiphop. Rubens gosta de um metal.
- Olha senhora...Precisamos tirar uns exames. E depois ver se ele deve ir para a cirurgia. Só Deus, ou o que quer que seja que você acredita, dirá.


NA SALA DE EXAMES DO RETO

-HAHAHAHAHAHAHAHA! Meu Deus Rubens! Você só pode estar de brincadeira. - Disse Jorge, amigo de Rubens, operador da máquina de raio-x do reto.
- Jorge, fale mais baixo! O garoto esta a um passo de se matar. Vamos fazer o possível.
- Rubens, já pegou o número dele? Cuidado eim... Ligar para ele pode dar merda!AHHAAHAHAHAH
- JORGE CALE A BOCA E ME AJUDE!
- AHAHAHA. Ok, irmão, irei tirar os exames. Falarei com você quando terminar.


UMA HORA DEPOIS


Rubens adentra ao seu escritório, onde esta a mãe e o filho(esse último de pé, é claro!) para falar dos resultados:
- Bem...senhora?
- Joshues, Marta Joshues.
- Ok, senhora Marta. Já pedi para a sala de cirurgia ficar pronta para a extração do aparelho... Por um acaso é Nokia? - Disse Rubens se virando ao garoto.
- Doutor...- Disse Marta se enervando.
- Vamos diga. Tire essa dúvida! Aqui na sua ficha seu nome é...Zack! Vamos Zack. Fale para o tio aqui, você prefere motorola?
- Doutor...- Marta estava se levantando da cadeira.
- Ou talvez um LG? Não consigo ver direito em seu raio-x...
- É A PORRA DE UM NEXTEL! SEI LÁ A MERDA DA MARCA!! É-A-PORRA-DE-UM-NEXTEL!!! - Urrou Marta.
Rubens ficou um pouco triste. Tanto pela má educação da mãe e também por ter esquecido da marca de celular Nextel.
- Ok, Zack. Vamos se preparar para a cirurgia.

NA SALA DE PREPARAÇÃO CIRÚRGICA

- Obrigado por me ajudar Alice.
- De nada Rubens. Eu e você não somos flor que cheire. Não perderia essa piada por nada.
Alice é o amor platônico de Rubens. Apesar que, ele acha que ela da em cima dele...
- Rubens!- Ela continuou - Parece me que o Jorge descobriu, no orkut do garoto, o celular dele. Será que devemos ligar?
- Porra Alice! Você e o Jorge so fazem bosta!! Eu estou por um fio de receber um processo da mãe dele. E olha que falei bem menos do que aquela vez da velha com pêlos na garganta...
- A Rubens! Você também não sabe brincar. Vamos lá resolver isso, estou pronta.
- Eu também - Disse ele abrindo a porta para o corredor.

NA SALA DE CIRURGIA

"Pri Pri*"
- PUTA QUE O PARIU! Quem ligou para esse piá? - Gritou Rubens.
- HAHAHAHAHA! Ri demais!! - Disse Alice.
- A eu mato aquele Jorge. Tá esquece isso... Alice qual o problema de retirar isso?
- Ah...Parece que ele está vibrando. E por isso os músculos do reto não conseguem relaxar....
- Alice, tire essa merda(literalmente) daí. Ou está com nojo?
- Será que ele usa papel higiênico?
- ALICE SUA PRAGA!!!
- Ok, ok. Calma fofo...
Alice retirou o objeto. A cirurgia foi tranquila, apesar de tudo.


NA SALA DE RECUPERAÇÃO


Rubens e Marta trocam os últimos detalhes dessa trama:
- Senhora Marta, fique tranquila. Quem sabe dessa história será so uma parte do hospital. Ele terá uma vida normal daqui pra frente
- Muito obrigada doutor.Agora posso descansar!
Marta se dirigiu para fora do hospital. E quando a porta se abriu, uma avalanche de repórteres caiu sobre ela. E no meio da confusão, da qual se arrastava ainda mais longe do hospital para chegar ao seu carro, ouvia altas perguntas: "Ele gostou da introdução?" "O plano é pago?" "A Nextel vai querer ele como garoto propaganda?". Ela só fez um olhar assasino para a sala de Rubens. Onde ele se encontrava, pensando:
"Isso é muito melhor do que transar!"


FIM

* toque do aparelho da Nextel